terça-feira, 29 de setembro de 2009

One year.

"O Amor com à grande."
Por Mafalda Saraiva
Definitivamente aquele título não se aplica ao amor que me pertence. No final darei outro que se justifique decentemente e apenas vendo a quarta palavra. Sim, este texto poderia apenas ter uma palavra que origina uma letra, a quarta palavra do meu título justificado que dará origem a uma letra que o justificará decentemente.
Ora, para mim o Amor está todo inserido num só ser. A sua estrutura óssea, como todas as outras, está coberta por veias, artérias, vénulas, e por aí além, corre nelas o mesmo sangue que em qualquer outra pessoa, estão, igualmente cobertas por tecidos musculares sem qualquer propriedade especial que os difira dos outros tecidos existentes noutros corpos. Esses tecidos estão cobertos por camadas de células bastante peculiares que formam a pele, mas mais uma vez quer a sua derme, quer a sua epiderme, são completamente normalíssimas.
Todos os seus orgãos são humanamente humanos, o seu cabelo, apesar dos seus lindos caracois é desprovido de propriedades diferentes dos outros cabelos aos caracois.
Ou seja, nada em si é diferente. No entanto, todo esse conjunto humanamente humano é perfeito nesse ser, tudo em si é especial.
O que me leva a pensar: se tudo nele é assim tão humanamente humano, como é possível que seja tão especiale único? Provavelmente nunca chegarei à resposta. Mas tenho a certeza que esse ser é todo meu, pertence-me e juntos, sem perdermos as nossas identidades, somos um só, uma alma repartida em duas partes distintas mas ao mesmo tempo tão iguais.
É por isso que o título que melhor justifica o que acabei de escrever será:
"O Amor com capa grande." Por Mafalda Palma
Porque sem ele o mundo deixa de girar e de existir para mim.

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